Devaneios__

Devaneios__

São meus... São o que são... São verdadeiros... DeVAnEios...#

Tuesday, November 21, 2006

Correm,

Por entre corredores que se entrecruzam. Paro, olho em redor e com o aroma a café que teima em arrefecer à minha frente, apercebo-me de diversas pessoas que não saciam a sua fome com as comidas que se encontram em tabuleiros amarelos à sua frente...

_______________________teimam em afogar as suas magoas nas magoas dos outros...

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Atrás de mim um casal de jovens [e]namorados confessa-se, trocando alguns carinhos e palavras de afecto... juras?!
não diria...
Talvez professias, do que está a ser e do que pode vir a acontecer num futuro passado |

O meu café acabou...
na chávena cheia de porcelana branca, suave e espontânea, apenas restam algumas borras que advinham...
advinham o passado!

Monday, September 18, 2006

As vozes confundem-se com a música que teima
em não baixarrr...


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_____ (devaneio fotografico, claro está de Helio Bacharel)

As palavras fundem-se em nodoas de fumo que pairam sobre mim e deixam-me
a pensar se conseguimos atraves deste perceber o que vem dentro das pessoas.
Na realidade faço-o por estar vazio...
por n ter nada dentro...
Por me agachar tanto que fico minusculo e indefeso...
e qual ninfa ,
qual ser transcendente,
de venda nos olhos e espada na mão corta tudo em seu redor
deixando marcas de devastação...



talvez porque as cicatrizes não devem ser escondidas...
mas expostas com orgulho, pelos sinais de uma luta, que perdida ou vencida
foi na realidade
vivida...!

Thursday, August 17, 2006

Pisei caminhos com pegadas profundas..
...sucalcos rugosos e profundos que pensei ser o molde da tranquilidade
sei que desde então...

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(mais um devaneio fotográfico de Hélio Bacharel)

encaixei meus peus nesses moldes e, rasgado por silêncios
tou à espera de novas pegadas....
para novos traços de caminhos,
de abismos,
de cruzamentos,
de pontes,
de entrocamentos,
de subidas acentuadas...
_____________________________________onde me possa fugir e refugiar
flutuar, nas pegadas onde outros se afundaram...

porque sou assim...

Monday, July 24, 2006

Talvez por ser assim...
mais do que um ser andante sou eu mesmo,
como que um rochedo imponente que se tenta erguer por mares revoltos...

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foto: mais uma de Helio Bacharel


Estático,
Perturbantemente calado,
espero o fim do dia e o baixar da maré,
seguro de existir,
seguro pela insegurança do possivel derrube de tal penedo...

Esse mesmo...

O vento sopraaaa por entre meus cabelos crespos,
as algas em meu redor, balançam-se e apesar de seres minusculas
troçam de mim,
enquanto se preparam apaixondamente para um festim...

E eu...
Eu olho para um espelho de água,
que termina no horizonte e penso:

A moleza de espirito revela toda uma rigidez na vida...

Wednesday, May 10, 2006

Porque ser não é ter, e ter
não é parecer...


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(foto: Helio Bacharel - clique na foto)

Pára, sente, respira, escuta,
olha,
pede, vive, evolui,
fala, bebe, toca, vibra, paga, sorri,
ouve, sim sou eu...


Não se recebe o que dá, não se compra o que se recebe, não se paga para sentir o que de bom existe, mas paga-se para sofrer no que há de bom...
sEM ter sou assim, para ter não dou, quero ter o que não tenho
e pagar pelo não quero,
sentir o que desejo, sonhar sem falsear...

Sonho com algo diferente, sei que a evolução não se paga,
mas a falta dela sim, quanto mais não seja com o
desejo...

desejo de evoluir
desejo de parar, sentir, respirar, escutar,
olhar, pedir, viver,
falar, beber, tocar, vibrar, sorrir,
ouvir-me...
afinal existo...!?

Sente a tua existência,
não faças dela um mundo de verbos,
mas de adjectivos...

Sunday, January 22, 2006

"Como uma orelha, abro-me
sobre um silêncio embaraçado..."

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Citação de Alexande O´Neill que nos faz perceber que somos, queremos e partilhamos o silêncio, quando está embaraçado ou se torna embarasoso...

Não são só palavras que ouço com os meus ouvidos, mas gestosque ouço com o meu corpo e sinto com as minhas mãos...
São buzinas que apitam vezes sem conta e alarmes
que despertam
quando percebem o entardecer de uma vida...

Entardece entre quatro paredes famintas,
chove, sem parar chove...
olho para o lado, talvez por que para a frente adivinho um futuro nao fácil, frágil...
Mas...
o lugar estava vazio a cadeira de madeira carunxosa erguia-se a meu lado como se de um fantasma se tarta-se..
talvez o seja mesmo...

Nunca tenhas pânico dos espaços preenchidos,
pois os espaços que deves temer são os espaços
vazios...

Tuesday, November 01, 2005

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Escrever é...
ver com os sentimentos aquilo que os olhos não sentem...
É cheirar a melodia das palavras, aquelas coisas soltas que pairam no universo da dor...
dor de prazer

é ser-se mais do que não ser, e sentir-se o que não se vê, é pensar com as mãos e
agir no fluir de tinta preta em papel branco sujo, ou até manchado

é ter-te como inspiração e largar-te a mil metros do chão, é ver mais Alto
é ver com o coração

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